MASTERCLASS:  Cine-reciclagem: O Uso de imagens de arquivo na expressão audiovisual

Com  Joel Pizzini

DATA 05/12/2020 -  Sábado

Horário :  15h às 17h

 

Plataforma Google Meet do Cine Passeio 

 

A inscrição será feita através do site do Cine Passeio.

A Master Class pretende examinar os critérios, alternativas e potencialidades do uso do chamado "Material de Arquivo" na elaboração de um discurso ou expressão audiovisual. Através de uma seleção de clássicos, filmes contemporâneos e experimentais que lançam mão de imagens de arquivo não só para evocar fatos históricos mas sobretudo re-significar acontecimentos cristalizados ao longo do tempo,pretende assim, estimular-se o exercício de interpretação, análise e aplicação de materiais aparentemente datados, geralmente aproveitados de modo autômata e impessoal, na montagem de ensaios documentais, instalações e mesmo em filme de ficção. Trata-se  de uma aula aberta tanto para artistas visuais como realizadores de "ficção" interessados em empregar material de arquivo como recurso plástico na composição de uma obra de arte. Além do uso do material de arquivo como suporte complementar e interativo na montagem audiovisual, abordará experiências construídas essencialmente a partir da reciclagem de "sobras" e conteúdos descartados normalmente por falta de padrão técnico e que revelam qualidades oníricas e grande expressividade para a dramaturgia do filme ensaio.

 

Joel Pizzini - Cineasta que começou em 1990 com um filme entre o documentário e o experimental dedicado ao poeta Manoel de Barros, Caramujo-flor, que, entre outros prêmios, foi escolhido o melhor curta-metragem do Festival de Huelva, na Espanha. Em seguida, realizou dois filmes dedicados à pintura: em 1995, O pintor, sobre a vida do artista plástico Iberê Camargo, e, em 1996, Enigma de um dia, inspirado num quadro do italiano Giorgio De Chiricco. Seu interesse pela poesia e pelas artes plásticas levou-o a montar uma série de instalações com projeção de filmes, como As quatro estações, de 1998. Nascido no Rio de Janeiro em 1960, antes de realizar seus primeiros filmes foi assistente de direção de Sylvio Back em Guerra do Brasil (1986). Realizou uma série de documentários para televisão sobre intérpretes de cinema, entre eles, Leonardo Villar, Othon Bastos e Jece Valadão. Para cinema dirigiu também diversos documentários de curta e longa-metragem, com destaque para o longa 500 almas (2004), vencedor do prêmios de melhor fotografia, trilha sonora, som e montagem no Festival de Brasília, e prêmio de melhor documentário pelo júri oficial do Festival do Rio de 2005. Em 2007, revisitou os bastidores da produção A idade da terra, de Glauber Rocha, com o documentário Anabazys e recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Brasília.

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